quarta-feira, 29 de março de 2017

GESTÃO ORGANIZACIONAL - COOPERATIVISMO (1/2)

Cooperativismo. Muito utilizado, mas por vezes, desvirtuado. Primeiramente faremos um breve histórico.

No Brasil, as organizações privadas estão definidas no Novo Código Civil brasileiro - Lei 10.406/2002. À luz dessa nova Lei Civil, pode-se estabelecer a existência de cinco tipos de pessoas de direito privado, quais sejam: Associações, Sociedades, Fundações, Organizações Religiosas e Partidos Políticos.

As Sociedades, grosso modo, são pessoas do direito privado onde há um contrato pelo qual duas ou mais pessoas se obrigam a contribuir com bens ou serviços para o exercício em comum de certa atividade econômica. São pessoas jurídicas de direito privado que resultam de uma união de pessoas que se organizam para fins econômicos. Dentre os diversos tipos de sociedade estão as cooperativas, que são sociedades simples, as quais se diferenciam de outras formas de organização, tais como as associações e fundações, pela atividade econômica.

O sistema de cooperativa tem sido utilizado por agrupamentos de diferentes áreas de autuação, alguns funcionando dentro da legalidade e legitimidade necessárias à correta utilização dessa forma de associação de pessoas, físicas ou jurídicas, outros, por desconhecimento e/ou por ação dolosa de acafelar uma empresa utilizando-se do formato de uma cooperativa. Para a devida compreensão do sistema de cooperativa faz-se necessário estabelecer as diferenças entre cooperativas e os demais modelos de organização social formais, assim como em relação a uma empresa de sociedade de capital. 

Cooperativismo é um sistema fundamentado na reunião de pessoas e não do capital. Visa às necessidades do grupo e não do lucro. Busca prosperidade conjunta e não individual. Registre-se que, embora uma cooperativa não prescinda de um ato formal, salientando que o mesmo envolve relações sociais, técnicas e competências pessoais, agrupadas e ordenadas a partir dos princípios e valores do cooperativismo, visando alcançar um objetivo determinado e comum entre seus componentes, deve, mesmo atendendo aos preceitos e características legais e de legitimidade, pressupor a utilização de um modelo gerencial profissional, utilizando-se de métodos, processos, metodologias e ferramentas de gestão. Porém, conforme já foi dito, não raramente, empresas são estabelecidas no formato de cooperativa, porém totalmente discrepante das condições e características desse ente jurídico, o fazendo apenas com o objetivo de burlar licitações ou concurso, no caso de serviços públicos ou de natureza pública, ou, quando no mercado privado, como diferencial para disputar espaço no mercado, se utilizando de benefícios e isenções fiscais.

Desta forma, para a correta compreensão do cooperativismo, faz-se mister a apropriação da fundamentação adequada acerca desse tema. O cooperativismo tem sido uma forma de organização amplamente utilizada, das mais diferentes formas e objetivos, legítimas ou não. Isso sem falar nas questões legais, muitas vezes relegadas a segundo plano. Para compreender esse formato organizacional, faz-se necessário o conhecimento do seu processo, das suas origens até como é hoje conhecido. Esse modelo é fruto de um longo processo evolutivo de formatos associativos de cunhos sociais e econômicos, desde as experiências surgidas a partir de ideias concebidas e construídas em meados dos séculos XVIII e XIX, especialmente no período da Revolução Industrial, cujo formato de produção foi modificado com a introdução de máquinas que aumentaram a capacidade produtiva, porém estabelecendo processos de utilização da mão de obra altamente exploratórios e, ao mesmo tempo, excludentes, gerando, à época, um desmonte de pequenos estabelecimentos e oficinas, e afetando também artesãos, agricultores e demais trabalhadores, que eram baseados na produção manual e artesanal, com graves repercussões sociais.






No Brasil, surgiram as primeiras associações de pessoas, com denominação de cooperativas, a partir de 1891, com a criação da Associação de Empregados, em Limeira-SP, e da Cooperativa de Consumo de Camaragibe-PE. A partir daí, ocorreram diversas jornadas do Congresso Brasileiro de Cooperativismo, como fórum para orientação das cooperativas e seus associados. Em 1969 foi criada a Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB, que se constituiu no órgão máximo de representação das cooperativas no País.

Em 1998 surgiu o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo - SECOOP, instituição integrante do Sistema "S", juntando-se à OCB no processo de formação e organização de cooperativas. A própria Organização Internacional do Trabalho - OIT, criada com  a missão de promover os princípios e direitos fundamentais do trabalho, exerce o papel de apoio e promoção do cooperativismo, a nível global.

A OCB, coordena um rol de cooperativas que atuam nas áreas de crédito, educação, infraestrutura, habitação, produção, saúde, trabalho, transporte, turismo, dentre outras. Destaco a utilização desse formato associativo na área de transportes, com as mesmas atuando na prestação de serviço de transporte de cargas ou passageiros, nas modalidades de transporte individual e coletivo, além de carga e transporte escolar.

E justamente esse destaque que irei explorar no complemento deste artigo, o qual será apresentado na próxima postagem, onde discorrerei sobre os problemas e vantagens das cooperativas de transporte.

Este artigo é um resumo de um trecho do projeto empresarial, de minha autoria: GESTÃO EMPRESARIAL da Cooperativa de Operadores de Transporte Coletivo - COOPER UNE/Camaragibe-PE.

Artigo by Ivan Carlos Cunha
Diretor de Consultoria e Engenharia da TCE
www.tceconsultoria.com

segunda-feira, 27 de março de 2017

GESTÃO DO CAPITAL HUMANO - O COMPLEXO CASO DA DESIGNAÇÃO DE LIDERANÇA(S) !!!

Um dos grandes desafios nas organizações é a designação de profissionais para o exercício do cargo de liderança. Não raramente o que se observa é a falta de critérios quando da seleção de um líder, segundo uma política de gestão clara, características necessárias e esperadas para uma determinada função de liderança e, como não poderia deixar de ser, a coadunação com os valores da instituição ou mesmo de seus proprietários e dirigentes.

As recomendações para seleção e para quem pretende exercer cargos de liderança já fiz no artigo "COMO FORJAR LÍDERES!!!". O que reforço aqui é a questão da RESPONSABILIDADE de quem nomeia ou designa um profissional para exercer esse cargo. E quem nomeia esse líder?

Proprietários, Alta Direção, são os responsáveis diretos pelos resultados provenientes de uma boa ou má indicação para o exercício da liderança. Daí a necessidade da formação (e informação) dos mesmos quanto à Gestão do Capital Humano. A compreensão da responsabilidade dessa atribuição é necessária para que se tenha eficiência, eficácia e efetividade nos resultados a partir da definição e designação de lideranças. 




Mas não é o que se observa. Por ser, muitas vezes, algo distante, tanto da formação, quanto do objeto de interesse desses proprietários ou dirigentes. Muitas vezes o foco é apenas nos resultados financeiros, mas ele, também uma liderança, precisa estar preparado para a indicação de outros líderes. Lembrar que valores, visão e missão da instituição são relevantes para escolha das lideranças. Estimular a competição sadia e o desenvolvimento das equipes e seu próprio. Além da humildade para não tomar a decisão sozinho, podendo utilizar-se de apoio profissional interno ou externo.

E, a recomendação maior, que serve para qualquer líder, é a de gostar de "gente". Compreender as necessidades, desejos e fraquezas humanas. Em síntese, investir em relacionamento.

Artigo by Ivan Carlos Cunha
Diretor de Consultoria e Engenharia da TCE
www.tceconsultoria.com

domingo, 12 de março de 2017

TAMANHO DO ESTADO PRECISA SER AVALIADO !!!

O desempenho das instituições públicas, sempre questionado, é um desafio para gestores públicos. Essa questão não é exclusiva do Brasil, mas, com absoluta certeza, aqui esse desempenho realmente é sofrível.

São vários os fatores: Falta de estrutura e recursos, notadamente em municípios de pequeno porte. Interferências e vinculações políticas em atividades governamentais. Ausência de mecanismos de financiamento seguros, ou desatrelados da componente política. Acomodação e oportunismo dos gestores públicos. Incapacidade do capital humano. Ineficiência na prestação de serviços públicos, muitas vezes oferecidos em concorrência entre as instâncias públicas. Autonomia limitada, atrelada às ações vinculadas à políticas públicas impostas por decisões unilaterais da parte do Governo Federal. A perda da capacidade de planejamento urbano. E até mesmo a ação de instituições de controle e regulação, como Ministério Público, Tribunais de Contas e Agências Reguladoras, embora importantes para a garantia da defesa dos interesses públicos, por vezes extrapolam sua competência, exagerando nas exigências ou agindo fora da realidade.

Diante desse cenário, uma questão que trago para uma reflexão é sobre o tamanho do Estado. O tamanho ideal. Existe uma discussão ideológica, ao meu ver, inócua e ineficaz. Há anos assisto, e de certa forma participei, dessa "peleja" entre as ideologias liberal clássica e a socialista provedora. 



A ideologia liberal defende o estado estritamente limitado, totalmente fora da economia, com um mercado totalmente livre, sem usufruir de nenhum auxílio estatal e nenhuma garantia ou amparo. Ao menos em teoria, pois na prática, em Estados, tecnicamente falando, liberais, é comum, por exemplo, a adoção de políticas de subsídios comerciais, portanto um contraponto à teoria. Os serviços sociais, além da educação, saúde e até mesmo previdência, não são papéis do Estado. Por conseguinte as instituições públicas, devem ter tamanho reduzido, função das poucas atividades inerentes ao Estado.

Diametralmente oposta está a ideologia socialista. Defende um intervencionismo generalizado. Defende, também em tese, a distribuição igualitária de riquezas, propriedades e de perspectivas. É comum uma visão sectarista sobre o estado Liberal ou Capitalista. Karl Marx dizia que esse Estado é essencialmente classista, com o poder político sendo meramente "um comitê para administração dos negócios comuns de toda a classe burguesa". O resultado dessa lógica é um Estado enorme, com suas mazelas maximizadas, extremamente inoperante e ineficaz. Não raras vezes, para impor a essas premissas, torna-se totalitário.

E qual o tamanho ideal do Estado? O seu tamanho tem que ser nem grande nem pequeno. Mas o ideal. O ideal segundo as premissas da eficiência, eficácia e efetividade, normalmente perseguidas pelos entes privados. Em todas as instâncias e poderes é preciso um choque de gestão no setor público. Entender que o cidadão não precisa ser "adotado", mas receber do Estado, proporcionalmente, ao conjunto de recolhimentos fiscais. A excelência da gestão pública está, não na sua "mão cuidadora", mas na correta aplicação dos recursos da "mão arrecadadora". E nisso, o tamanho do Estado tem que ser o adequado, como dissemos.




O problema consiste na mudança de postura da classe política. Uma visão altruísta seria necessária. A compreensão do papel dos gestores públicos idem. Infelizmente estamos longe disso. A longo prazo é possível. O caminho é longo. A população tem um papel fundamental nesse processo de mudança, escolhendo políticos/gestores competentes e comprometidos com a causa pública, que realizem investimentos condizentes com as necessidades do país. É preciso estabelecer um processo distributivo abrangente, porém não paternalista.

Voltando ao papel do Estado, importante dizer que as políticas públicas, que não precisam ser elaboradas exclusivamente por atores estatais, devem ter diretrizes essencialmente estruturantes, convenientes dos pontos de vista da ambiência, da política e capacidade econômica e institucional. E, como não poderia deixar de dizer, atuar com foco na excelência, através de indicadores de desempenho e qualidade.

Artigo by Ivan Carlos Cunha
Diretor de Consultoria e Engenharia da TCE
www.tceconsultoria.com

sábado, 4 de março de 2017

COMO FORJAR LÍDERES !!!

Antes de qualquer coisa, com a devida vênia, quando falo em forjar não estou me referindo ao sentido figurado da palavra, mas ao seu real significado. Fabricar, moldar, dar forma e, usando a melhor definição para o contexto deste artigo, TRANSFORMAR.

A questão da Liderança é presente como meta por organizações e profissionais dessas mesmas organizações. Não é uma situação simples, se constituindo num dos maiores problemas que se coloca num processo de gestão. Vamos tratar, inicialmente, da questão do ponto de vista das organizações.

Uma situação comumente vivenciada nessas organizações, sejam elas públicas ou privadas, é a questão da liderança. A dificuldade de contratar, identificar ou conduzir um profissional a um cargo de liderança é um grande problema. Uma das mais problemáticas é a de se promover um funcionário a esse cargo de liderança. Não raramente, um funcionário com bons desempenho, comportamento, capacidade, proatividade e confiança, é alçado a um cargo de liderança, sem a devida análise, preparação, capacitação e até mesmo, por mais óbvio que pareça, verificação se o mesmo tem essa intenção - a de tornar-se LÍDER. O resultado, na maioria das vezes, é o de se perder um  bom profissional, não conseguindo o resultado esperado, implicando até mesmo na demissão desse funcionário, pois, depois de promovido ao cargo de Líder, não se obtendo bons resultado, não há como retroceder à situação inicial. Não tem como "despromover". A palavra existe. As aspas são devido à quase impossibilidade de se ocorrer, sem criar problemas na organização.


A seleção externa, ou a promoção de um funcionário deve ser realizada com o mais alto grau de profissionalismo. Embora as indicações possam ser levadas em consideração, deve-se estabelecer critérios inerentes ao cargo, coerentes com os valores da empresa e de seus gestores e, a princípio, em harmonia com os princípios culturais da organização. Existem ferramentas e profissionais específicos para essa finalidade. Cursos, consultorias, tudo é válido para garantir a diminuição dos riscos ao se contratar ou promover a um cargo de liderança. Indicamos, a título de sugestão, um trabalho de Coaching, que deve ser conduzido eficazmente.

E o que dizer aos profissionais que pleiteiam essa condição? As observações são praticamente as mesmas feitas às organizações. Qualquer profissional que pretenda ocupar um cargo de gestão e exercer o papel de Líder, deve levar em conta que o mercado e a própria inerência do cargo exigem que se faça a gestão dos comandados como um Líder, não mais como o antigo "chefe", com todas as características pejorativas que se possa imaginar. A primeira condição é a de se gostar de lidar com pessoas. Conhecer os processos da empresa e as ferramentas e processos disponíveis e utilizados no mercado concorrente e até mesmo em outros segmentos. Buscar a EXCELÊNCIA deve ser uma meta infinita, com a abrangência e conhecimento gerais, em alguns momentos e com as especificidades e peculiaridades, em outros. Por vezes, juntando tudo num só momento.

Não é complicado. Mas requer um esforço e a atenção aos cenários próximos e mais distantes. Um pouco de investimento de tempo e financeiro, são inevitáveis. Mas, como todo investimento, passível de se obter bons "lucros" futuros.

A TCE oportuniza a empresas e profissionais, cursos e programas, e até mesmo "pitacos" objetivando proporcionar a condição de se FORJAR LÍDERES. Como indicação organizacional, de uma forma mais ampla, temos o PEG - Programa de Excelência em Gestão, que pode ser uma ferramenta interessante para conseguir o objetivo da melhoria dos resultados de processos e gestão. Consulte nosso site !!!

Artigo by Ivan Carlos Cunha
Diretor de Consultoria e Engenharia da TCE
www.tceconsultoria.com

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

GESTÃO DE PESSOAS, NECESSIDADE OU MODERNICE ?

Fruto da ampliação da concorrência e do aumento do grau de exigência, notadamente com o advento das redes sociais, onde clientes e sociedade se posicionam, muitas vezes de forma bastante crítica aos produtos e serviços das empresas, tem havido um razoável investimento em marketing, em suas diversas formas, visando projetar uma boa imagem junto ao mercado e clientes.

A relação entre empresa e seus funcionários, ao contrário da lógica exploratória, deve ser de cooperação entre as partes. Partes essas que precisam estar inseridas numa lógica de que as mesmas são integrantes de um mesmo objetivo, o crescimento. Se a empresa cresce, seus funcionários também crescem. E vice-versa. Mas esta situação, comumente chamada de relação ganha-ganha, deve existir de fato, e não apenas nas intenções e discurso. O próprio mercado empresarial exige isso. Não a toa, existem premiações para melhores empresas para se trabalhar, que avaliam não somente relações convencionais de trabalho, salário e benefícios, mas outros aspectos verificados com indicadores bastante abrangentes, como por exemplo o IFT - Índice de Felicidade no Trabalho, que avalia ambiência, crescimento, aprendizado, oportunidades, grau de participação, motivação, relações pessoais, relações hierárquicas respeitosas, ergonomias, preocupação com a qualidade de vida e bem estar dos funcionários, dentro e fora das organizações, dentre outras.



Esse conjunto de situações requerido para as empresas não é obtido, grosso modo, de forma espontânea, por melhor que sejam as intenções dos empregadores e gestores responsáveis pelas relações com os trabalhadores. Faz-se necessário uma mudança da cultura organizacional e, porque não dizer, pessoal, de todos os envolvidos, com processos de capacitação, verificação das necessidades básicas e complementares do corpo de funcionários, através de pesquisas diretas e de indicadores de desempenho, prospecção de práticas desenvolvidas por concorrentes e até mesmo empresas de outros segmentos, cujos processos estejam disponibilizados e que possam ser objeto de avaliação da sua aplicabilidade.

Muitas vezes, a condução, coordenação e capacidade de execução dessas ações não são possíveis no âmbito da própria empresa. A contratação de uma consultoria com esta finalidade pode ajudar substancialmente na obtenção desse diferencial competitivo que pode sim, propiciar ganhos a médio prazo.

No site da TCE (www.tceconsultoria,com) é apresentado o PEG - Programa Excelência em Gestão, que, dentre as diversas abordagens, também insere a questão da gestão de pessoas. 

Diante do que foi tratado, é dispensável responder a pergunta do título. Gestão de Pessoas é algo que, além de necessidade, é uma exigência que deve ser atendida por qualquer organização.

Artigo by Ivan Carlos Cunha
Diretor de Consultoria e Engenharia da TCE
www.tceconsultoria.com

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

GESTÃO EMPRESARIAL EM TEMPOS DE CRISE II - COMO DEVEM AGIR OS EMPRESÁRIOS?

Na postagem anterior fiz o registro de alguns fatos históricos e sistêmicos acerca da crise. Obviamente que não esgotei causas, muito menos consequências, da situação atual e ações tomadas pelo Poder Público, grande responsável por boa parte dessas situações, embora, com o devido registro da existência de fatores externos e/ou cíclicos, comuns nas questões que envolvem economia e mercado.

Mas e nós, empresários? Qual o nosso papel nisso tudo ?

Bom, retorno à afirmativa que toda crise tem seu fim. A palavra CRISE tem tido uma compreensão de ser o somatório de RISCO e de OPORTUNIDADE, notadamente com a alusão aos caracteres chineses para a palavra crise, entendidos como essas condições, embora com o questionamento de alguns sinólogos. É célebre a frase de John Fitzgerald Kennedy que "Quando escrita em chinês, a palavra crise é composta por dois caracteres. Um representa perigo e o outro representa oportunidade".

Certa, ou não, essa tradução, deve-se sim, considerar a crise, dada a sua condição já citada de ser cíclica, como uma OPORTUNIDADE de rever conceitos, corrigir erros, evitar desperdícios, utilizar a imaginação, ousar novos horizontes, redefinir rumos. Enfim, o conselho que deve ser dado aos empresários, seja de qual tamanho forem, é o de aproveitar situações como a que estamos vivenciando para voltar o "olhar" para dentro, verificando tudo que pode ser repensado, sem, no entanto, deixar de olhar ao redor, numa visão sistêmica e encerrada na ambiência dos cenários presente e futuro.

É comum que empresários e gestores em momentos de crise se voltem para "cortar custos". O grande erro é que se voltam para o corte dos custos marginais, por exemplo, pauperização das condições de trabalho, ou da qualidade de produto ou serviços. Muitas vezes são soluções inócuas e se constituem como meras tolices. Esses custos precisam, é claro, ser devidamente otimizados. Porém, os empresários precisam parar de fazer as suas atividades sem planejamento. Não há espaço para mais do mesmo. Deve-se substituir o foco NO CLIENTE para o foco DO CLIENTE. Agregar valor aos seus produtos ou serviços é o que lhe dará o diferencial para se estabelecer nesse cenário e, se for o caso, rever caminhos adotados em busca de novos mercados ou nova forma de se inserir nesses mercados.

Investir em governança corporativa, planejamento estratégico, capacitação funcional, operacionalização e concretização dos elementos da identidade organizacional da empresa (missão, visão, valores), otimização de investimentos, trabalho com indicadores, metas e a responsabilização por atividades, dentre outros, são elementos necessários para a mudança de resultados.

Nós que fazemos a TCE apresentamos um produto desenvolvido para empresas de quaisquer tamanhos. Trata-se do Programa Excelência em Gestão, cujos detalhes podem ser verificados no nosso site http://tceconsultoria.com/peg.html

by TCE

O PEG é implantado através de consultoria, onde alguns pilares de atuação são objeto de abordagem específica, de acordo com as especificidades de cada empresa. Visite nosso Site e conheça nossas soluções empresariais.

Artigo by Ivan Carlos Cunha
Diretor de Consultoria e Engenharia da TCE
www.tceconsultoria.com

domingo, 28 de agosto de 2016

GESTÃO EMPRESARIAL EM TEMPOS DE CRISE I - VISÃO SISTÊMICA DA CRISE NO BRASIL

O grande desafio que empresários estão passando, independente do tamanho da sua empresa, está em como agir num cenário de crise. Para entender a crise nos mercados privados faz-se necessário compreender os cenários políticos e administrativos do País, segundo uma visão sistêmica, 

Primeiramente, somente para compreender as assertivas que pretendo fazer acerca da crise, é que toda crise tem seu fim. Foram várias as crises vivenciadas no Brasil. Porém todas declinaram. 

A título de compreensão do contexto em que o País se encontra, é importante dizer que o cenário atual é oriundo de uma série de situações que começam em meados de 2008, período em que parte do mundo estava em crise, notadamente os Estados Unidos da América. Aquela crise foi decorrente de vários fatores, como variações na produção de petróleo; "fabricação" de dinheiro, por conta das guerras contra a ofensiva terrorista; a "bolha" imobiliária causada pela grande oferta de imóveis e juros baixos, dentre outros.

Como em toda crise, enquanto uns perdem, outros ganham. Além da herança da estabilidade econômica recebida, o Brasil surfou na crise, que chegou a ser chamada pelo Presidente, à época, de "marolinha". Ressalte-se que foram desenvolvidos programas sociais, que geraram movimentação na microeconomia. Também foram inseridas parcelas significativas da população na economia, anteriormente não pertencentes à sociedade de consumo, notadamente através da "blindagem" realizada pelo governo, impedindo artificialmente o aumento de energia elétrica e combustíveis, reduzindo impostos das indústrias de veículos e dos eletrodomésticos da "linha branca", ampliando o crédito (e o endividamento), aumentando o consumo, aliás, apostando no mesmo, como forma de crescimento do País. Houve uma "explosão" do nível de emprego. O Produto Interno Bruto - PIB chegou a aumentar em torno de 5% ao ano, em média, gerando superávits primários relevantes. 

Era evidente, pelo menos para alguns, que essa estratégia de incentivo ao consumo poderia se esvair em si mesma. Por outro lado, a crise externa, já aqui citada, não poderia ser considerada eterna. E não foi. Então os "dividendos" decorrentes da mesma, não poderiam ser considerados como definitivos. E não foram. Foi um erro de estratégia. Dando um salto de alguns anos, e de uma gestão de Governo Federal, essas situações estabeleceram um declínio dos ganhos anteriores.

Faltaram, também, algumas reformas estruturadoras, tais como a política, a tecnológica, a de infraestrutura, a de capacidade instalada, a energética, além de investimentos equivocados, ou pelo menos, sem a compreensão das questões cíclicas e de riscos. Um exemplo disso foi o grande projeto de prospecção de petróleo do pré-sal, numa época em que o valor do barril chegou a mais de cem dólares, os altos custos da sua exploração foram menosprezados e, a partir do momento de queda do seu valor no mercado internacional, a menos de um terço do valor desse período, estabeleceu um cenário complicado, nesse contexto. Outro erro de estratégia.

Os problemas gerados pelo declínio da economia do País foram proporcionais ao "sucesso" anterior. Grande parte deles decorrentes da falta das citadas reformas e sem a necessária revisão das políticas públicas, aliado ao tamanho da "máquina" pública, superlativamente conduzida para fazer frente às demandas, mas também por, novamente erro de estratégia, por ter sido azeitado por componentes políticos e ideológicos.

Não pode ser colocado em segundo plano a questão da corrupção. Prática não exclusiva a quaisquer cores partidárias, porém, nos últimos governos,  dada a velocidade da informação, com o advento das redes sociais, a mudança de postura de alguns agentes do meio jurídico, com a judicialização desses atos ilícitos, com denúncias de agentes direta ou indiretamente envolvidos, os questionamentos e consequências da corrupção tiveram influência significativa nos rumos do País, a ponto de estarmos com uma Presidente sofrendo um processo de impeachment, fruto de práticas de irresponsabilidade fiscal, decorrente de atos governamentais para, num primeiro momento, esconder a crise, por conta das eleições de 2014, e posteriormente para tentar corrigir os problemas decorrentes da "crise".

Esse conjunto de fatores estabeleceu o formato da crise atual. Segundo recente pesquisa da Confederação Nacional da Indústria, chegamos, por conta dessa crise, às seguintes consequências:


  • 57% tiveram um parente demitido
  • 56% procuram um trabalho extra
  • 67% estão com dificuldade de pagar as contas
  • 24% venderam bens para pagar ou amortizar seus débitos
  • 19% mudaram de casa para situações mais adequadas ao orçamento
  • 34% cortaram o plano de saúde
É nesse cenário, que na próxima postagem abordaremos algumas formas de enfrentamento dessa crise.



Artigo by Ivan Carlos Cunha
Diretor de Consultoria e Engenharia da TCE
www.tceconsultoria.com

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

GESTÃO EMPRESARIAL: TRANSFORMANDO IDEIAS EM REALIDADE.


Existe uma máxima que diz que ganha dinheiro quem sabe qual parafuso apertar, ou seja, não basta ter apenas uma grande ideia, é preciso saber como tirá-la do papel.

Toda grande ideia pode trazer muito lucro para o seu criador, mas para isso é necessário identificar se essa ideia se aplica a quatro importantes fatores do mercado sobre os quais falaremos a seguir:

Primeiro de tudo, se a sua ideia é um produto ou um serviço, você precisa saber se o mercado está interessado em comprar aquilo que você deseja ofertar. No início do século XX as indústrias produziam e ditavam a moda, ou seja, elas vendiam empurrando para o consumidor através de um forte trabalho de marketing sobre o produto ou serviço. Nos dias atuais o cliente geralmente conhece tanto do produto ou serviço quanto o vendedor, o cliente compra aquilo que lhe convém comprar, embora o marketing continue sendo muito importante.

Atualmente, para lançar um produto ou serviço é de extrema importância conhecer a praça onde o produto ou serviço será ofertado, identificar as necessidades dessa praça (mercado) e a capacidade dela absorver esse produto ou serviço, é necessário também identificar se o preço se adequa às condições financeiras da praça aonde o produto ou serviço será ofertado, afinal todo produto precisa de clientes que tenham o desejo de comprá-lo, da mesma fora que todo serviço demanda clientes que tenham a necessidade de utilizá-lo. 

O produto ou serviço precisa ser trabalhado para que os seus benefícios sejam percebidos pelo público alvo identificando como anuncia-lo e qual o melhor momento para tomar essa decisão, ou seja, você precisará realizar a promoção do seu produto ou serviço.

E o mais importante, você precisa conhecer o seu produto ou serviço que aqui vamos chamá-los apenas por produto, identificar como ele será utilizado pelos clientes, como ele será conhecido no mercado, como será a sua apresentação (do produto) e que atributos ele precisa ter para ser desejado pelo mercado consumidor.

Esses são os primeiros passos para transformar sua ideia em uma realidade rentável para você e funcional para o mercado consumidor.

Em breve novas dicas sobre gestão empresarial !!!


By Francisco Viana

Diretor de Logística e Planejamento Estratégico da TCE
www.tceconsultoria.com

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O blog agora é TCE GESTÃO E QUALIDADE !!!

Essa mudança faz parte de um processo de desenvolvimento e evolução da TCE Gestão e Mobilidade que está em curso. 

A partir de agora o blog, TCE GESTÃO E QUALIDADE será uma extensão do site da TCE, onde os artigos na área serão apresentados, em consonância com as prerrogativas, compreensão e entendimento, da equipe que compõe a empresa. Equipe essa, que se encontra também em processo de mudanças, com a nova formação de sócios, a partir da entrada na Diretoria dos profissionais ABRAHÃO LUSTOSA SOBRINHO e FRANCISCO TAVARES DE MELO VIANA, Administradores, especialistas em Gestão, cujos currículos encontram-se no site da TCE, www.tceconsultoria.com

Com isso amplia-se a área de atuação da TCE, estando a mesma, através dos seus Sócios Consultores e profissionais parceiros, apta a desenvolver soluções nas áreas seguintes:

Consultoria em Gestão e Qualidade - onde a atuação se dará através do PEG - PROGRAMA DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO, aplicável a organizações públicas e privadas, independente dos seu tamanho, natureza e área de atuação.

Capacitações e Treinamentos - consubstanciados no PROGRAMA CAPACITA, que consiste num conjunto de treinamentos, capacitações, palestras e cursos nos mais diversos temas, dentro da área de atuação da TCE. Como destaque do PROGRAMA CAPACITA, temos o FEG-FORMAÇÃO ESPECIALIZADA EM GESTÃO, realizado em parceria com instituições de ensino superior, nos formatos MBA, Especialização e Extensão. Dentro do FEG já temos o MBA em Gestão da Mobilidade Urbana e nos próximos meses serão lançados os demais cursos. 

Consultorias, Projetos e Construções - realizados também dentro de uma política de Gestão com Excelência, através do Programa TCE ENGENHARIA, atendendo às necessidades públicas e privadas.

Também como política de divulgação de conhecimento e fomento à discussão, além deste blog, teremos mais dois, com os mesmos objetivos já descritos. Então serão três os blogs da TCE:

Portanto, participem dos blogs, com comentários, opiniões e vamos construir discussões saudáveis e construtivas !!!

Artigo by Ivan Carlos Cunha
Diretor de Consultoria e Engenharia da TCE
www.tceconsultoria.com

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

GESTÃO SAUDÁVEL !!!

Nesta primeira postagem quero explicar o motivo de criar esse blog. Sou Engenheiro Civil, e logo que me formei, fiz uma especialização em Engenharia de Transportes. Ao longo de mais de dez anos ocupei vários cargos onde, embora dentro da área de Trânsito e Transportes, sempre tinha a componente de GESTÃO. Destaco como mais relevantes o Cargo de Diretor Presidente da CTTU/Recife e Diretor de Engenharia de Tráfego e Fiscalização do DETRAN/PE. Durante esse período tive acesso a várias ferramentas de Gestão, li livros nessa área e participei de cursos, até que em 2014 fiz um MBA em Gestão Empresarial.

Essa visão de gestor me proporcionou a condição de assumir cargos onde o foco era Gestão e, até mesmo ser Consultor na área. Isso tudo fez, inclusive, ampliar a atuação da minha empresa, para atuar nas duas áreas: Gestão e Mobilidade. Também fez concretizar um projeto de mais de dez anos que foi um curso que “misturasse” essas duas áreas. Estava criado o MBA em Gestão da Mobilidade Urbana, cuja primeira turma iniciou em 2015, na Faculdade IBGM, em Recife, com previsão da segunda turma para março deste ano.

E este Blog? Bom, a ideia é que eu possa registrar, ideias, textos, análises e considerações sobre tudo relacionado à Gestão (já tenho outro Blog sobre Mobilidade - mobilidade-saudavel.blogspot.com.br
 ). O diferencial é que resolvi dividir este espaço com colegas Consultores/Gestores, para que possam surgir diferentes visões, incentivando o debate de ideias e oportunizando a divulgação de trabalhos e networking.

Obviamente, os textos poderão estar sujeitos a uma análise prévia, para verificação de adequação de conteúdo aos objetivos do Blog e para eventuais ajustes de forma, visando uma padronização para facilitar a organização.

Portanto, convido a todos, para contribuírem com textos ou discussões visando a implementação dessa ideia da discussão desse tema tão importante no processo de desenvolvimento institucional e comportamental.


Aguardo as contribuições !!!


Artigo by Ivan Carlos Cunha
Diretor de Consultoria e Engenharia da TCE
www.tceconsultoria.com